
As performances maiúsculas eleva algo mediano ao um nível superior, onde um potencial humano com alta carga dramática nos envolve e preenche com sentimentos a flor da pele.
Natalie Portman alcança isso e nos brinda com dois lados opostos: uma leve delicadeza a um extremo assustador.
Auspicioso e determinado, o diretor dos longas "Réquiem para um Sonho" e "Pi", avança e constrói uma peça psicológica deslumbrante, difícil de desgrudar do cérebro.
Iniciando pela tamanha determinação e tranformação que Portman passou até chegar a este nível - foram 1 costela quebrada; repare no último ato da dança, onde o dançarino faz o levantamento sob sua axila; o treinamento de 6 meses de balé, mostrando uma sucessão de cenas feita por ela, e a perda de 10 quilos para viver Nina, uma dançarina que tenta alcançar o perfeccionismoo, cuja vida é consumida pelo balé, sob grande pressão idílica de sua mãe, uma mulher totalitária.
Quando o professor artístico Thomas Lorey decide substituir a primeira dançarina a clássica peça "O Lago dos Cisnes", e fazer uma autêntica e vigorosa versão para a temporada, ele vê em Nina, sua primeira opção, até a chegada de Lily, uma versátil e calorosa dançarina.
Com uma direção sufocante, embalada por uma trilha sonora belíssima, eis um dos melhores filmes do Ano.
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